feitos buscam em Brasília compensação por impactos nas hidrelétricas do Teles Pires

Os prefeitos da região do Teles Pires que integram a AMIU (Associação dos Municípios Impactantes por Usinas do Norte de Mato Grosso), estiveram reunidos em Brasília apresentando ao governo federal uma pauta de sugestões comuns a todos os municípios que serão atingidos pelos impactos sociais, ambientais e econômicos com construção de usinas hidrelétricas ao longo do Teles Pires.
Na audiência requerida pelo deputado federal Valtenir Pereira (PSB), realizada na tarde de quarta-feira (06), no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, em Brasília, os prefeitos apresentaram a pauta de reivindicações elaborada num encontro preliminar realizado no dia 25 de fevereiro no município de Sinop.
Participaram da audiência os técnicos do Comitê Geral do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a assessora da Ministra Mirian Belchior para assuntos federativos do Ministério do Planejamento, Elaine Paes, o diretor de Programa de Habitação do PAC, Márcio Luiz Vale, o diretor do departamento de Programa de Energia do PAC, Celso Knijnik, Cidney Coelho, Verônica Sanchez e representantes dos Ministérios de Minas e Energia e do Transporte.
Os prefeitos dos 11 municípios foram orientados a cadastrar propostas para acessar programas voltados à construção de moradias populares, melhora e ampliação de postos de saúde, pavimentação e iluminação pública, dentre outros serviços.
Alta Floresta, por exemplo, em 2010 e 2011, registrava 3810 e 3803 alunos, respectivamente, nos ensinos infantil e fundamental. Com o início das obras, o número de alunos matriculados passou para 4127, em 2011, e para 5615 em 2012.
“O município não recebe dinheiro a mais com o aumento no número de estudantes matriculados. E a nossa contrapartida é a mesma. Além disso, as carretas que se dirigem para o canteiro de obras deixam as nossas estradas sem as mínimas condições. Ninguém é contra as usinas, mas precisamos do auxílio do governo federal”, afirmou Aziel Bezerra, prefeito de Alta Floresta.
Os prefeitos também pediram a realização de estudos para a construção de eclusas no complexo Teles Pires para garantir a navegabilidade dos rios e o escoamento da produção agropecuária do Centro-Oeste via portos no Orte do país.
O prefeito de Paranaíta, Tony Rufatto (PMDB) também se mostrou preocupado e disse que cada município está procurando atender da melhor maneira possível a sua população.
Rufatto lembrou que a Usina Hidrelétrica Teles Pires será a maior do complexo Teles Pires, com capacidade instalada 1.820 megawatts (MW) de potência. O empreendimento será construído entre as cidades de Paranaíta, em Mato Grosso e Jacareanga, no Pará.
Uma nova rodada de negociação está marcada para 45 dias, quando as várias áreas do governo responsáveis pelos programas já estiverem com as propostas cadastradas.

 

(Fonte: Por Alex Cordeiro – Diarionews)

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